terça-feira, 5 de julho de 2011

A Minha Verdadeira Casa


Geralmente, quando falamos em casa, falamos naquela que é constituída por paredes... Mas, para mim, é essa não é a minha verdadeira casa. A minha verdadeira casa é a Natureza. Foi aí que cresci a ouvir o canto dos passarinhos e a brincar com os meus vizinhos, os animais.
Na dita casa, há que decorá-la com cores a nosso gosto, para depois, passados uns anos, estarmos fartos e mudar tudo de novo, voltando a gastar dinheiro.
Na minha verdadeira casa basta olhar à nossa volta e ver de quantas cores ela é e o quanto vão mudando ao longo do ano: amarela e laranja no Outono e no Inverno; verde no Verão e Primavera...
Em casa, é preciso usarmos frasquinhos para perfumar o espaço com odores agradáveis, mas na Natureza basta inspirar um pouco para sentir o mesmo.
Ai! como é bom poder sentir o vento a bater-nos na cara, o sol a entrar por entre as folhas e a iluminar a nossa caminhada! Como é bom poder ser livre!
Embora possa não estar a habitá-la, vejo a Natureza como uma casa de férias, onde as janelas e as portas estão sempre abertas!...

Joana Gingeira 8.º C, N.º 6

Carta ao SOL


Monchique, 22 de Janeiro de 2011

Querido Sol:

De todos os elementos da Natureza és tu aquele de que gosto mais.
És tu que me fazes acordar com brilho e alegria, depois de um sono profundo.
És a minha paixão, a luz intensa que me aquece o coração.
Quando chove, não tenho muito que fazer. Por isso, nessas alturas, peço-te um favor: brilha, pode ser?
Às vezes no Inverno penso: "Ó Sol, onde estás tu para me dar um Verão feliz? Quando chega a época em que tu sorris?"
Um grande abraço para ti, meu querido e caloroso sol.

Francisco Nunes 8.º B, N.º 9

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Carta ao FOGO

Monchique, 26 de Janeiro de 2011

Querido Fogo,
és tu quem me aquece nos momentos mais frios da minha vida.
Começas por ser pequeno, mas cresces à medida que te alimentas.
Dás o brilho aos meus olhos e tens uma força tão imperiosa que és capaz de destruir tudo e todos.
És quente e incandescente como o Sol. A tua energia propaga-se por todo o lado e a tua luz brilha como a da estrela mais próxima do meu Universo.

Com todo o amor,
                                                                       Beatriz Silva (8.º B, N.º 1)

Carta à ÁGUA

Barranco dos Pisões (Monchique) - foto tirada pela prof. Anabela Andrez


Monchique, 24 de Janeiro de 2011

Querida Água,

escrevo-te para te dizer o quanto me inspiras.
Quando estou com sede, sacias-me. Quando estou suja, limpas-me. Quando uma planta murcha, tu põe-na de pé. Quando o mundo seca, pedimos água e cais do céu. Quando pensamos que tudo é feio e horrível, tu mostras-nos como contigo, presente nas paisagens, tudo fica mais bonito.
Tens o dom da pureza, da simplicidade e da genuinidade.
Ando, por aí, sozinha, e ouço-te. Ouço-te a correr, e fazes aquele som que eu adoro, aquele em que bates nas pedras, aquele em que mostras ser livre.
Admiro-te por teres três dons: o dom de voar, quando estás no estado gasoso; o dom de parar, quando estás no estado sólido, e me fazes lembrar os homens-estátua; finalmente, o dom de poderes correr sem te cansares, quando estás no estado líquido.
Invejo-te em tudo, mas não gosto quando te sujam. Só de pensar que podes acabar... Mas isso não vai acontecer! Depende de nós continuares assim!

Admiro-te muito,

Joana Gingeira (8.º C, N.º 6)

Amigos

Ser amigo de alguém é um enorme privilégio e uma sensação única. É saber que se pode confiar em alguém, e com esse alguém rir, chorar e desabafar. Não é amigo aquele que diz sempre "sim" a tudo, mas o que diz a verdade. Amigo é aquele que nos aceita como somos e não por aquilo que ele quer que nós sejamos.
Sem um amor podemos viver. Mas sem AMIGOS, não!

Raquel Marques  8.º C, N.º 16

O Pequeno Dragão

No dia 24 de Abril de 1997, nasceu em Monchique um pequeno dragão. De início, o dragão era solitário. Mas, quando tinha fome, ia comer ovelhas numa ilha chamada "Terra dos Caça Dragões". Sempre que regressava a Monchique trazia, para várias semanas, comida que armazenava na sua gruta.
Um dia, um menino, que andava a passear por Monchique, viu uma cauda preta a entrar numa gruta. Dirigiu-se à entrada da mesma e agarrou numa pedra do chão.
O dragão que vira não era grande: era do tamanho de duas ovelhas. Segundo o livro que o seu avê lhe dera, o dragão era um "Fúria da Noite".
Esfregando os olhos com um ar surpreso, o rapaz largou a pedra. O dragão olhou para ele. Não parecia sentir-se ameaçado. Mas assim que o rapaz começou a fugir, o dragão seguiu-o, até o alcançar. O rapaz, cheio de medo, deitou-se, e o dragão viu, então, no bolso daquele, uma sandes de paté de sardinha. Ao levantar-se, o rapaz tirou a sandes do bolso e deu-a de comer ao animal. Terminada a refeição, seguiram os dois para as respectivas casas.
À noite, no seu quarto, o rapaz só pensava na sorte que tivera, por não se ter tornado no lanche do dragão. Já quase a adormecer, viu uma chama através da janela. Abriu a janela e foi surpreendido pelo dragão, que lhe lambeu a cara e fez um jeito com a asa. O rapaz percebeu a ideia e subiu para cima dele. Juntos voaram até à terra dos Caça Dragões.
Ao chegarem à ilha, o dragão parou para almoçar uma ovelha. Mas, de repente, o rapaz viu uma bola de fogo vir na sua direcção, a qual foi desviada pelo fogo que o próprio dragão cuspiu. Já a salvo, o rapaz montou novamente no dragão e implorou que este voltasse para Monchique. Ao chegar à vila, o rapaz prometeu-lhe que não diria nada a ninguém acerca da sua existência. E assim foi.
Desde esse dia, antes de adormecer, o jovem olhava pela janela e via, ao longe, o fogo que o dragão deitava da boca. E todas as noites sonhava com possíveis aventuras que poderia viver com o seu novo amigo. Cada sonho se tornava realidade no dia seguinte, até que o rapaz se apercebeu que o dragão era mais especial do que aquilo que aparentava ser.

João Afonso 8.º B, N.º 13

A Serra de Monchique


Nalgum país de algum continente certamente já houve uma criança a perguntar à sua mãe:
- Qual é o lugar mais bonito do mundo?
Talvez essa mãe não tenha sabido responder ao filho, porque nunca deve ter estado na serra de Monchique.
Esta serra fica no Sul de Portugal, no Algarve.
Mesmo junto à vila de Monchique ficam os dois pontos mais altos: a Fóia e a Picota, ponto este onde existiu um vulcão, segundo se diz.
Há vários motivos para se adorar esta serra. Um deles é a água. Nas Caldas de Monchique há umas termas muito conhecidas. Mas na zona do Alferce também existem duas.
A fauna é outro aspecto importante. Avistam-se frequentemente alguns animais, como águias, javalis, coelhos, perdizes e raposas. Existem ainda veados e é possível que existam linces.
A flora é bastante diversificada e muito bela. Tem características muito especiais pois reúne espécies de clima temperado atlântico e clima temperado mediterrânico. Tem também algumas espécies de floresta laurissilva e outras que existem só nesta serra.
Até geologicamente a serra de Monchique é especial. Tem um tipo único de sienito, o foiaíto.
Em muitas culturas existe a tradição da matança do porco e esta é muito popular no concelho de Monchique. As pessoas matam um ou mais porcos que criaram. Normalmente convidam familiares e amigos para ajudar. Fazem chouriça. morcela, farinheira, molho e presunto e ficam com o resto da carne para cozinhar.
Aproveitando a abundância de medronheiros, é feita, a partir dos medronhos, a aguardente.
Além de ser o lugar mais bonito do mundo, é também o mais agradável. A serra é óptima para passear, tirar maravilhosas fotografias da natureza, fazer piqueniques, provar as deliciosas refeições servidas nos restaurantes ou simplesmente descansar. A serra é óptima para viver!
Quando se olha para a paisagem vê-se a maior beleza do mundo! Vêem-se montes, uns mais altos, outros mais baixos, árvores de formas, tamanhos e cores diferentes. Depois passa um pássaro. É possível reparar no agricultor, ao longe, que cava o seu canteiro e no pastor com as suas cabras atrás.
Há algum lugar mais bonito que a serra de Monchique? Não.

Mariana Gamito Rodrigues 8.º C, N.º 12

Vida


Nós, humanos, somos seres estranhos. Nunca estamos felizes com nada. Vivemos sempre em busca de algo que não temos, e o que temos já não importa, deixa de ter interesse.
A felicidade está acima de tudo e estamos sempre a tentar alcançá-la. Podemos ter bens, saúde, uma família, mas faz sempre falta alguma coisa, algo que talvez esteja distante e seja impossível de alcançar. Mas é isso que desejamos, ainda que o que realmente precisamos esteja ao nosso alcance. Ter casa, bens, família, amigos, dinheiro, seria essa a definição de felicidade? Não sei. Sinceramente, a resposta não é tão simples como parece. Talvez a felicidade não se resuma a essas coisas, embora as mesmas ajudem muito. 
A vida deve ser encarada com simplicidade, porque a vida é, na verdade, complexa.
Em criança tinha o forte desejo de crescer, ser uma pessoa adulta. Hoje, quase adulta, gostaria de voltar a ser criança. Mas por que razão sentimos falta daquilo que já tivemos e não voltaremos a ter? Afinal de contas o que nos faz feliz? O que é ser feliz? Talvez seja a esperança de saber que o Amanhã poderá vir a ser melhor, e é por isso que batalhamos Hoje. Acho que ser feliz é, talvez, viver o que temos para viver da melhor maneira que pudermos. "Querer é poder. Basta acreditar para acontecer".

Joana Estêvão 8.º B,  N.º 12

A Droga

Vicias-te na droga
E já não consegues sair.
Isto não é brincadeira,
Tu estás a cair.

No início pensas
Que consegues voltar atrás.
Mas no fim dizes
Que já não és capaz.

Pensa que consegues voltar,
Mas issso não é verdade.
Não vais conseguir parar,
Perdes a tua liberdade.

Luta por ti
E pela tua vida.
Não brinques com a droga,
Começas num vício sem saída.

E depois
Já não aguentas mais.
Só pensas em ti.
Imagina como se sentem os teus pais.

Catarina Viana N.º 4, 8.º B

Uma Voz Sofredora

MORGILLI - Primavera em Veneza

Era Primavera e nas ruas de Veneza os casais passeavam alegres e apaixonados, as crianças brincavam e os passarinhos cantavam. Era tudo perfeito lá fora.
- Como seria bom ter alguém do meu lado - pensava Diana enquanto olhava pela janela. - Como seria bom que um príncipe encantado me pudesse salvar desta casa escura, onde a minha madrasta me prende...
Diana tinha dezassete anos e havia cinco anos que estava presa naquela casa. Presa não apenas fisicamente, pois o seu interior, apesar de sonhador, estava também preso àquela casa.
Eram três horas da manhã. A madrasta dormia. Diana estava deitada nas sua cama a pensar, quando... uma pedra bateu no vidro da janela. Diana levantou-se e abriu-a.
- Olá, Princesa! Está na hora de regressares ao teu castelo - disse um rapaz com um grande sorriso.
Era um rapaz alto, loiro e de olhos verdes. Chamava-se Martim e era um verdadeiro Príncipe. Este apaixonara-se pela voz de Diana, que cantava todos os dias para afastar a solidão.
A história de Diana já era conhecida naquela zona. Martim ficara sensibilizado e fascinado com a força e coragem daquela pobre rapariga e decidira que ela não podia sofrer mais.
- Não entendo. Por que me falas assim se não me conheces? - perguntou ela, indignada.
- Conheço tua  voz e chega-me. Uma rapariga com uma voz como a tua não pode sofrer mais. Vem comigo, Princesa! Sai deste inferno e vem comigo para o Paraíso - disse Martim, com os olhos a brilhar.
- Como são belas as tuas palavras, meu Príncipe!
Diana fez, então, com os lençóis da cama uma corda e desceu pela janela. Martim pegou nela, colocou-a no seu cavalo branco e beijou-a na testa.
- Agora, minha Princesa, vais poder ser feliz.

Susana António 8.º C, N.º 18

Um Mundo Ideal


O mundo ideal, para mim, seria um mundo em que não existisse a guerra, onde só houvesse a paz, onde a água fosse vida, e a vida fosse tudo... Um mundo em que aproveitássemos tudo o que nos faz felizes. Onde soubessemos que somos um grãozinho duma praia maior e que devemos dar tudo o que temos de melhor. Onde a água fosse cristalina e trouxesse esperança, o Sol fosse luz e trouxesse alegria, as plantas fossem vivas e trouxessem côr, as nuvens fossem brancas e limpas e trouxessem a paz.
Um mundo onde o mar fosse azul, onde existissem as mais variadas espécies, onde não houvesse tecnologias... Um mundo natural!
Um mundo em que os sonhos se pudessem todos realizar, um mundo onde o homem não se isolasse.
Mas este é só mais um dos milhares de sonhos que todos temos. Estou aqui, eu, a imaginar, a escrever, a falar... para quê? Para ocupar o meu tempo... Este é só... mais um mundo ideal.

Joana Gingeira 8.º C, N.º 6

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deixa o Mundo Girar

Bom descanso! E boas leituras!
P.S.: Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett, encontra-se no manual a partir da pág. 128 =)

Leiam ainda, no blogue da B.E., a reportagem sobre a entusiástica e honrosa participação das representantes da escola na Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura, que teve lugar na Biblioteca Municipal de Faro na passada terça-feira. Parabéns, Mariana Gamito, Teresa Ginjeira e Susana António!

PARA TODA A COMUNIDADE ESCOLAR, 
BOAS FÉRIAS !



Pólo Norte, Deixa o Mundo Girar, 2005

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia da POESIA: hoje!

Clica na imagem para poderes visualizá-la melhor.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dia da Poesia - 21 de Março - E.B. 2,3 de Monchique

Clica na imagem para poderes visualizá-la melhor.

terça-feira, 1 de março de 2011

ADIVINHA QUEM ESTÁ A LER


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MOMENTO DE ESCRITA 7

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

MOMENTO DE ESCRITA 6

Atendendo ao pedido de alguns alunos, esta semana publicamos um vídeo com cenas de desporto.
E por que não juntar Música ao Desporto?
Para que se inspirem para este MOMENTO DE ESCRITA 6, deixamos aqui um videoclip da música Walk Of Life, dos Dire Straits, uma das melhores bandas dos anos 80... e de sempre.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Apresentação do CLUBE DE POESIA!

A 1.ª sessão do Clube de Poesia
terá lugar amanhã às 15h30 na sala B1.


Poderás fazer a inscrição no próprio dia da apresentação do Clube.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BONNE SAINT VALENTIN

Para quem quiser ser romântico e original, aqui fica uma sugestão em Francês:

Tu as touché mon COEUR... d'une flèche de BONHEUR!



Prof. Paula Gervásio

MOMENTO DE ESCRITA 5

E, porque hoje é dia de S. Valentim, aqui fica a seguinte declaração ;)


Façam também a vossa!
 
Para relembrares as condições de participação nesta actividade, clica aqui.

Continuação de uma boa semana!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Feliz Dia de São Valentim!

O amor está em todo o lado e a todas as horas.
Desejo que aprofundem sempre mais as vossas leituras na nossa língua e que a amem muito.
Feliz Dia de São Valentim!

Eugénia


OLHOS NEGROS

Por teus olhos negros, negros,
Trago eu negro o coração,
De tanto pedir-lhe amores...
E eles a dizer que não.

E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são;
Que os azuis dão muita esp'rança
Mas fiar-me eu neles, não.

Só negros, negros os quero;
Que, em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim...
Nunca mais dizem que não.

Almeida Garrett



AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões



Numa versão moderna, os alunos do 8.ºB também celebram esta data. Com o Rap de S. Valentim!

RAP DE S. VALENTIM

Não sei o que fazer
Mas vamos lá tentar
Para o dia de S. Valentim
Começar a celebrar.

Quando te foste embora
Não sei o que aconteceu
Viraste-me as costas
E o dia escureceu.

Fechei os olhos
Tudo se desvaneceu
Despedi-me da dor
Mas ela não desapareceu.

Não resisto ao teu cheiro
Nem sequer ao teu olhar
Só tu sabes e consegues
Pôr-me sempre a chorar.

A chama que arde
Nunca está apagada
A não ser que leve
Uma bela chapada.

O amor que tu sentes
Não é igual ao meu
O que eu sinto por ti
É mais forte do que eu.

Para quê esta competição
Tantos problemas sem razão
Todos sabem bem que eu sei
Que eu é que ganhei!


Texto produzido em Estudo Acompanhado, sob a orientação da prof. Eugénia Moura.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MOMENTO DE ESCRITA 4

Inspirem-se e... sejam felizes!



A frase da imagem faz bastante sentido, mas acho que ser feliz também é um destino, porque muitas pessoas (como eu) procuram felicidade. E acho que não é possível estar feliz enquanto a procuramos.

Tomás Muir, 8.º C


Não vale a pena ser infeliz. Não leva a lado nenhum.
A felicidade é uma palavra incrível: há tantos sinónimos para ela.
A felicidade pode estar connosco, mas às vezes não a reconhecemos. Por isso, temos de procurá-la bem  e deitar todas a energias negativas cá para fora.
Vais ver: se sorrires irás encontrá-la.
Guilherme Reis, 8.º B


Enquanto muitos procuram saber o seu destino, outros não pensam no futuro. Vivem a vida um dia de cada vez, procurando ser cada vez mais felizes. Quando chegamos ao fim desta longa viagem, que é a vida, olhamos para trás e vemos que o que passámos foram momentos de felicidade. Um riso, um apoio, uma prova de confiança, um abraço ou uma palavra amiga... É tudo o que podemos encontrar como prova de felicidade!
Não pensem no amanhã... Vivam a vida um dia de cada vez!

Joana Gingeira, 8.º C


P.S.: O texto mais votado de cada MOMENTO DE ESCRITA merecerá destaque neste blogue, bem como no da Biblioteca Escolar
Continuação de uma boa semana!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Clube de Poesia

Clica na imagem, para poderes visualizá-la num formato maior.

Inscreve-te na Biblioteca Escolar... e acorda a POESIA que há em ti!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MOMENTO DE ESCRITA 3

Esta semana publicamos uma BD do gato mais famoso do mundo: o Garfield.

Inspira-te e participa neste MOMENTO DE ESCRITA 3...

Um abraço ;)



Para gostarmos das outras pessoas, temos de saber gostar de nós próprios.

Guilherme Reis 8.ºB


O Garfield pergunta se alguém quer um abraço... Vê que ninguém quer! Porquê? Terá feito algo no passado que influencie o futuro?
Não sei... Mas para gostarmos dos outros, temos de gostar de nós primeiro! Por que não nos acarinharmos a nós próprios às vezes? É bom gostarmos de nós!

Joana Gingeira 8.º C


A primeira pessoa que tem de gostar de nós somos nós próprios, porque, se nós não gostarmos, mais ninguém irá gostar. 
Pedro Gaspar 8.º C

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MOMENTO DE ESCRITA 2

Desta vez, publicamos um extracto do filme "Robinson Crusoe" (1997), baseado na obra de Daniel Defoe As Aventuras de Robinson Crusoe, a qual, por sua vez, inspirou a obra Sexta-Feira ou os Limbos do Pacífico, de Michel Tournier, que foi adaptada aos mais jovens pelo mesmo autor com o título Sexta-Feira ou a Vida Selvagem... Obra por ti bem conhecida... ;)

Visiona o vídeo e inspira-te na amizade de Robinson e Sexta-Feira para este MOMENTO DE ESCRITA 2.


Texto mais votado deste MOMENTO DE ESCRITA 2 (parabéns ao seu autor e a todos os participantes!):

A amizade é como uma árvore: começa com um pequeno rebento e, com o tempo, vai amadurecendo.
A amizade faz-me sentir como se fosse especial! Quando estou com um amigo, sinto-me como se estivesse comigo próprio. É como se ele fizesse parte de mim.
A amizade não se ganha: RECEBE-SE E DÁ-SE!
Guilherme Reis 8.ºB

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MOMENTO DE ESCRITA

Iniciamos hoje, no blogue, uma actividade semanal de escrita - MOMENTO DE ESCRITA
Todas as segundas-feiras publicaremos neste espaço uma imagem, um vídeo, um texto ou uma música. E, inspirados por estes, os alunos (e todos aqueles que o desejarem) são convidados a produzir um pequeno texto (3 a 5 frases). 
Esse texto deverá ser publicado no espaço reservado aos comentários e o seu autor deverá  identificar-se.  
Vamos participar! Inspira-te, publica o teu texto, e, depois de leres os textos dos teus colegas, vota naquele de que gostares mais. O texto mais votado merecerá destaque neste blogue, bem como no da Biblioteca Escolar.

Inauguramos o teu MOMENTO DE ESCRITA com a imagem (e frase) que se segue...


Apresentamos a seguir os textos mais votados deste MOMENTO DE ESCRITA.
Parabéns aos seus autores e a todos os participantes!

A perfeição não existe. Ninguém consegue ter tudo na vida: beleza, valores intelectuais, valores emocionais... Se bem que devemos ser perfeccionistas, não para alcançar a perfeição concretamente, mas para darmos o nosso melhor em todas as circunstâncias e aproveitar todas as oportunidades que nos forem dadas.
É certo que todos temos dentro de nós dois lados: o lado das qualidades e o lado dos defeitos.
Nunca seremos perfeitos!
Francisco Nunes 8.ºB  N.º9


Ninguém, mas mesmo ninguém é perfeito... Temos todos aspectos mais agradáveis e outros menos agradáveis. Mas somos todos seres humanos e temos de nos aceitar como somos. Imaginem se todos fôssemos perfeitos... Se não cometêssemos um único erro... Já imaginaram? É com os erros que aprendemos a ser melhores pessoas. E a perfeição? NINGUÉM a tem!

Somos como somos!
Joana Gingeira 8.ºC  N.º6

O Caldo de Pedra (recriação livre do conto)

Filipe, um jovem frade de 20 anos, andava ao peditório. Quando chegou a casa do lavrador Rafael, ninguém quis dar-lhe nada. Filipe estava morto de fome e disse para toda a gente ouvir:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
Apanhou uma pedra que se encontrava perto doS seus pés, limpou-a e observou-a atentamente para ver se seria boa para fazer um caldo.
As pessoas lá de casa ficaram espantadas e puseram-se a rir do frade, que lhes disse então:
- Nunca comeram caldo de pedra?! Só lhes digo que é uma delícia.
Responderam-lhe em tom de desafio:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que Filipe quis ouvir.
Depois de ter lavado a pedra na torneira, pediu que lhe dessem um recipiente onde pudesse colocá-la.
Deram-lhe então uma panela de inox, a qual o frade Filipe encheu de água, tendo depositado depois nela a tal pedra. Em seguida, pediu com amabilidade que o deixassem pôr a panela a aquecer no fogão. A água começou a ferver e o frade, muito matreiro, começou a dar largas ao seu plano:
- Com um bocadinho de manteiga é que o caldo ficava um primor!
Foram então ao frigorífico buscá-la.
A gente da casa estava muito curiosa com o que haveria de sair de tal especialidade que o frade Filipe confeccionava. Este pediu então umas folhas de couve e Marta, a esposa de Rafael, foi ao mini-mercado perto de sua casa comprar uma fresca e tenra. A mais bonita que alguma vez tinha visto.
Por fim, o frade Filipe juntou ao caldo uma chouriça que também havia pedido a Rafael. Preparado o caldo, o frade encheu com ele a barriga. Até que Marta lhe perguntou:
- Ó frade Filipe! Então, e a pedra?!
Respondeu-lhe Filipe:
- A pedra? Levo-a comigo para outra vez!
E fugiu, quase voando, porque Rafael, tendo percebido o "esquema", correu atrás dele para lhe bater...

Joana Estêvão & Beatriz Silva
8.º B

domingo, 16 de janeiro de 2011

O Caldo de Pedra (recriação livre do conto)

Na Primavera de 2007, na vila de Santa Faia, o frade António andava ao peditório. O frade António era gordo, careca e muito astuto. Chegou à porta do carpinteiro Manel, que era muito resmungão e impertinente. Na verdade, ninguém da sua vila conseguia aturá-lo. António, que estava esfomeado, pediu-lhe comida mas esta não lhe foi oferecida. Perante tal recusa, disse:
- Vou fazer um caldinho de pedra.
Pegou então numa pedra que estava no chão e limpou-a. O carpinteiro Manel começou a rir daquela barbaridade e António perguntou-lhe:
- Então? Nunca comeu um caldinho de pedra?! Nem sabe o que perde.
- Ah! Ah! Ah! Quero ver isso!
Foi o que António quis ouvir. E, depois de ter lavado a pedra, disse:
- Se me emprestasse uma panela é que era!
O Manel deu-lhe a tal panela. O frade encheu-a então com água e colocou a pedra lá dentro.
- Se me deixasse pôr a panela ao lume...
E assim foi. Quando a panela começou a chiar, disse António:
- Com uma "beca" de azeite é que isto se comia.
E lá foi o Manel buscar a garrafa de azeite... A panela fervia, fervia, fervia, e o carpinteiro espantado no que via...
- Está um pouco insosso. Com umas pedrinhas de sal é que se comia - disse o frade, depois de provar o caldo.
E lá foi o Manel buscar o saquinho de sal.
Toino temperou o caldo, provou e a seguir perguntou:
- Não tem umas folhinhas de couve para juntar ao caldo?
E lá foi o Manel. Saltou para o canteiro do vizinho e de lá trouxe um braçado de couves.
- Aqui tem. Não precisa de mais nada? - perguntou o carpinteiro.
- Já que pergunta, um bocado de chouriça é que cairia bem neste caldinho.
E lá foi o Manel buscar uma chouriça que se encontrava no seu frigorífico.
António colocou-a na panela e, enquanto tudo se cozia, tirou uma fatia de pão do seu bolso e preparou-se para comer e chorar por mais. Depois da panela vazia e vendo-se a pedra no fundo, perguntou o Manel:
- Ó frade, e a pedra?
De barriga cheia e com um olhar que espelhava o seu contentamento, António respondeu:
- A pedra? Ah! Ah! Ah! Lavo-a e levo-a comigo para enganar o próximo.

Pedro Piteira & Rute Marques
8.º C

O Caldo de Saco de Plástico (recriação livre do conto "O Caldo de Pedra")

Em pleno séc. XXI, havia num convento, para os lados de Sintra, um frade chamado Ezequiel. Este acabara de ser corrido com um grande pontapé no rabo, porque se dissera que teria engravidado uma jovem.
Com frio e sem nada para comer, foi bater à porta de um casal de cozinheiros. Estes não foram na sua conversa… e viraram-lhe as costas.
O frade era manhoso, e pensou: “Acho que consigo dar a volta a estes marmelos, com mania de que são cozinheiros…”.
Voltou para trás e pediu para usar a cozinha, a fim de confeccionar um caldo com um saco do “Pingo Doce” que trouxera por engano no seu bolso.
- Fazer um caldo com um saco de plástico? - perguntou Paula, espantada.
E o frade respondeu:
- Então, tu és cozinheira, e não sabes fazer o famoso caldo de saco de plástico?
De imediato, pegou numa panela de inox, com água a ferver e juntou-lhe o dito saco.
- Se me pudessem emprestar um bocadinho de óleo “Fula”, e sal… - disse Ezequiel.
E Paula disponibilizou-lhe todos os ingredientes necessários de que o frade precisava: óleo, sal, umas folhas de couve e um chouricinho. Depois de juntar estes ingredientes todos, o caldo estava pronto e os cozinheiros boquiabertos!
O frade comeu tudo sem deixar nada para os cozinheiros, e Paula, indignada, perguntou:
- E o saco?
- O saco derreteu-se e pegou-se à panela. Agora limpa tu!

Susana António & Joana Gingeira 
8.º C

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Caldo de Pedra (conto tradicional)

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome e disse:
-Vou ver se faço um caldinho de pedra.
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
- Se me emprestassem aí um pucarinho...
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas...
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via.
O frade, provando o caldo:
- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.
Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
- Ó senhor frade, então a pedra?
- A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Teófilo de Braga, Contos Tradicionais do Povo Português, vol.I

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011


Feliz Ano Novo!